Ataques de hackers fazem supermercados da Europa perderem alimentos e alarmam governos

Tecnologia Ciberataques 04/11/2026 14:21 A Crítica acritica.com

Ciberataques contra sistemas de refrigeração de supermercados em 12 países europeus causaram perda de mercadorias, elevaram temperaturas em equipamentos e obrigaram autoridades a investigar a segurança digital da cadeia de alimentos.

Alemanha, Romênia e Reino Unido entraram para a lista de nações europeias atingidas por ataques cibernéticos contra sistemas de refrigeração de redes de supermercados. A ofensiva digital expôs a vulnerabilidade da cadeia de abastecimento alimentar no continente e já atinge estabelecimentos em pelo menos 12 países.

A série de invasões teve início em meados de outubro na França, onde centenas de lojas registraram elevações anormais de temperatura em freezers e geladeiras. Desde então, problemas semelhantes foram identificados também em redes da Bélgica, Itália, Países Baixos, Suécia, Finlândia e Irlanda. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria das ações, que forçaram o descarte de grandes volumes de mercadorias perecíveis.

  • Mais de 10 países europeus já sofreram as consequências dos ataques.
  • Os ataques começaram na França em meados de outubro.
  • Nenhum grupo criminoso assumiu a responsabilidade pelas invasões.
  • Grande quantidade de alimentos perecíveis foi jogada fora devido ao aquecimento.
  • A Comissão Europeia classificou a situação como uma ameaça aos serviços essenciais.

Perdas nos estoques e impacto no varejo

Os prejuízos já afetam diretamente a operação do varejo. Na Sicília, região ao sul da Itália, quatro dos 300 supermercados operados pelo Grupo Radenza precisaram esvaziar as prateleiras após a perda de toda a mercadoria estocada nos equipamentos violados.

Resposta dos governos e segurança digital

A Comissão Europeia avaliou que os ataques visam perturbar o abastecimento alimentar e emitiu um alerta sobre o potencial impacto em serviços essenciais. Em resposta, a Itália reuniu órgãos de inteligência e segurança cibernética, a Bélgica instaurou uma investigação federal e o Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido confirmou a exploração de vulnerabilidades tecnológicas.